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Conheça a história de Louise Brown

Dr. Felipe Canavez no congresso American Society for Reproductive Medicine e ao fundo Louise Brown que também esteve presente.

Há quase quatro décadas nascia, em Oldham — uma cidadezinha do interior da Inglaterra —, o primeiro bebê de proveta do mundo. Em 25 de julho de 1978, Louise Joy Brown nasceu e foi recebida com grande felicidade por seus pais, Lesley e John Brown, que tentavam ter um bebê há mais de 9 anos.

Hoje os tratamentos para engravidar e as técnicas de fertilização são mais conhecidas pelas pessoas. Porém, quando Louise Brown nasceu, a notícia de que ela era um bebê fertilizado in vitro revolucionou a medicina e a vida de quem há muito tentava ter um filho.

Acompanhe em nosso artigo essa história inspiradora e conheça um pouco mais sobre essa técnica que pode ajudar os casais que têm dificuldade para engravidar.

Louise Brow e seus pais, Lesley e John Brown

O sonho do casal Lesley e John Brown era conseguir ter um filho, porém, Lesley, com 29 anos na época, possuía uma obstrução tubária que impedia que seus óvulos encontrassem os espermatozoides do seu marido, John. Lesley já tentava sua gravidez há 9 anos.

Há quase quatro décadas nascia, em Oldham — uma cidadezinha do interior da Inglaterra —, o primeiro bebê de proveta do mundo. Em 25 de julho de 1978, Louise Joy Brown nasceu e foi recebida com grande felicidade por seus pais, Lesley e John Brown, que tentavam ter um bebê há mais de 9 anos.

Hoje os tratamentos para engravidar e as técnicas de fertilização são mais conhecidas pelas pessoas. Porém, quando Louise Brown nasceu, a notícia de que ela era um bebê fertilizado in vitro revolucionou a medicina e a vida de quem há muito tentava ter um filho.

Acompanhe em nosso artigo essa história inspiradora e conheça um pouco mais sobre essa técnica que pode ajudar os casais que têm dificuldade para engravidar.

Louise Brow e seus pais, Lesley e John Brown

O sonho do casal Lesley e John Brown era conseguir ter um filho, porém, Lesley, com 29 anos na época, possuía uma obstrução tubária que impedia que seus óvulos encontrassem os espermatozoides do seu marido, John. Lesley já tentava sua gravidez há 9 anos.

Devido a tantas tentativas frustradas, o casal decidiu conversar com o embriologista Robert Edwards e o ginecologista Patrick Steptoe, pesquisadores que estavam desenvolvendo um novo método de fertilização.

Para o casal essa era a última tentativa para conseguir engravidar, e mesmo sem entender perfeitamente a técnica inovadora e sem qualquer histórico de sucesso do método, decidiram aproveitar a oportunidade de, enfim, ter o filho.

Não foi fácil e nem rápido, pois diversas tentativas de vingar o embrião foram mal sucedidas. Porém, depois de 50 tentativas falhas, enfim no mês de dezembro de 1977, Lesley estava grávida de Louise.

Embora a novidade tenha sido uma feliz notícia para o casal e também um grande passo científico para a medicina por meio das mãos de Robert Edwards e Patrick Steptoe, nem todos viram com bons olhos a nova técnica. Os pesquisadores foram alvos de críticas e os pais de Louise estavam na mira da mídia e de curiosos.

Louise nasceu após uma cesariana eletiva, no dia 25 de julho de 1978. Embora pequena, com apenas 2,608 kg, Louise era perfeita. Seu nome do meio, Joy — do inglês, felicidade —, foi sugestão do próprio Steptoe, satisfeito com o sucesso das suas pesquisas em parceria com Edwards.

O seu nascimento causou grande alvoroço e diversas manchetes foram veiculadas em jornais impressos e telejornais de todo o mundo. Os questionamentos giravam em torno da ética e também do cunho legal da técnica de fertilização in vitro utilizada pelos pesquisadores.

Ao mesmo tempo, era questionado se os bebês nascidos por meio dessa técnica poderiam ser saudáveis e questionava-se se os bebês do sexo feminino poderiam gerar uma nova vida por meio dos métodos naturais. E o tempo foi o responsável por responder a essa pergunta.

Em 2006, no mês de dezembro, Louise Brown deu à luz o seu primeiro filho, concebido por vias naturais. Porém, ela não foi a pioneira nisso, porque antes dela, em 1999, sua irmã Natalie, também fertilizada in vitro, teve seu primeiro filho por vias naturais, o que acabou com as dúvidas sobre a reprodução dos bebês gerados por essa técnica.

História da criação da fertilização in vitro

O fisiologista Robert Edwards começou a trabalhar com fertilidade humana na década de 60, estudando o tema por vários anos na Universidade de Cambridge. Até então, Edwards possuía experiência apenas no campo de genética e embriologia animal, realizando fertilizações in vitro com gametas de outros mamíferos.

Frustrado com a incapacidade de essa pesquisa poder ajudar seus pacientes, o fisiologista resolveu se dedicar aos estudos com tecidos humanos, obtendo pedaços de ovários removidos em cirurgia e tentando realizar fecundações em laboratório. Tal feito já havia sido alcançado com gametas de coelhos por outros pesquisadores, mas coube a Edwards adaptar a técnica ao tecido humano. Em 1968, Edwards obteve sucesso na fertilização in vitro.

Ajuda laparoscópica

Edwards já era capaz de fecundar o óvulo e o espermatozoide em laboratório, mas para que sua técnica pudesse ser usada na prática clínica, necessitava encontrar uma maneira menos invasiva de obter os óvulos que, até então, resultavam de cirurgias abertas.

Foi aí que Patrick Steptoe, um cirurgião ginecologista em Oldham, entrou para a história. Steptoe passou grande parte da sua carreira desenvolvendo o uso da laparoscopia na ginecologia. Ele desenvolveu a técnica de coleta laparoscópica de óvulos diretamente do ovário, um procedimento pouco invasivo e que poderia ser indicado à maioria das mulheres que não conseguiam engravidar.

Steptoe desenvolveu esse trabalho a partir de 1969, como diretor do Centro de Reprodução Humana em Oldham.

Década de frustração

Na década de 70, a dupla de pesquisadores já era capaz de obter os óvulos das suas pacientes e fecundá-los no laboratório, mas não conseguiam fazer com que o embrião se implantasse com sucesso na parede uterina.

Apenas em 1975 conseguiram realizar a primeira gravidez, mas apenas fora do útero — uma gravidez ectópica — que teve de ser terminada. Em 1977, com um novo protocolo de procedimentos, Edwards e Steptoe iniciaram o trabalho com um novo grupo de pacientes, dentre os quais estavam Lesley e John Brown.

Técnica nos dias atuais

Em 2010, Edwards e Steptoe receberam o prêmio Nobel de medicina por desenvolverem a técnica de fertilização in vitro (FIV). Louise, agora com 36 anos, é mãe de dois meninos concebidos naturalmente. Sua irmã Nicole, que nasceu quatro anos após Louise e também foi resultado da fertilização in vitro, possui quatro filhos e se tornou o primeiro bebê de proveta a se tornar mãe, ao dar à luz a uma menina, em 1999.

As técnicas de FIV evoluíram imensamente à medida que se difundiram pelas clínicas de fertilidade mundial. Hoje em dia, a FIV é utilizada por casais com doenças tubárias, mobilidade do espermatozoide reduzida, homoafetivos, sorodiscordantes, aos que necessitam de doação de gametas, útero de substituição — também conhecido como barriga de aluguel —, diagnóstico pré-implantacional, entre outros.

A técnica evoluiu tanto que, a cada ciclo de FIV, a chance de gravidez é maior do que em um ciclo natural de um casal jovem e saudável.

Desde o nascimento de Louise Brown a técnica se difundiu pelo globo e já trouxe ao mundo mais de 5 milhões de bebês, motivo de felicidade para milhares de casais que não poderiam ter realizado o sonho de serem pais não fosse pela invenção da fertilização in vitro.

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